Quem acompanha percebeu que o blog mudou e tudo!
Vai ficar um tempo sem atualização mas, em breve, estarei voltando a postar coisas mais interessantes!
é isso ai!
Um abraço.
sexta-feira, 19 de março de 2010
domingo, 7 de março de 2010
Mar das ilusões.
Os dias foram passando, as coisas acontecendo e eu ia, cada dia mais, me aproximando daquela menina, tão apaixonante.
Tudo que ela fazia parecia ser um gesto de carinho que, aos meus olhos, eram de alguém que não era só uma amiga. Era a garota dos meus sonhos.
Eu não tinha ficado com ela, até aquele dia que, pareceu tão perfeito.
Saímos da faculdade mais cedo e fomos até o bar. Lá, entre uma cerveja e outra, começamos a conversar mais perto, olhando bem nos olhos. Eu, depois de três latas de cerveja (muito para quem dificilmente bebe), abri o jogo pra ela:
- Le, eu não vejo você mais como uma amiga. Não só isso. - não imaginei qual seria a reação dela.
- Fábio. Eu... - silêncio - Eu gosto muito de você! Mas.. - ela realmente estava desequilibrada.
- Mas.. - falei olhando para baixo.
- Mas eu não sei se é isso que eu sinto por você. Você é meu amigo... - ela falava suavemente - e não queria misturar as coisas.
- Quem disse que precisamos misturar? - perguntei procurando seus olhos que já não estavam nos meus.
- Mas e se não der certo? - ela olhava para a lata de cerveja que estava na mão dela.
- Como saberemos se não tentarmos? - eu não iria tão longe sem aquelas cervejas.
Ela finalmente olhou em meus olhos. Aproximei meu rosto do dela, coloquei a mão em sua nuca e deixei que ela de aproximasse.
Nos beijamos.
E não foi só um beijo. Nós estavamos juntos ali naquele momento.
Parece que foi hoje. Queria que tivesse sido.
Aquele parecia o início de uma relação que seria perfeita.
Entrei no mar das ilusões.
Quando cheguei em casa, deitei e pensei em tudo que tinha acabado de acontecer. Fui bolando planos e indo cada vez mais fundo naquele mar.
Acordei às 3 horas da madrugada com uma mensagem:
Fábio, eu adorei ter ficado com você hoje! Mas não vai dar certo. Não é isso que eu quero pra nós! Desculpe. Não quero te machucar. Beijo! desculpa.
Terminei de ler a mensagem chorando.
Não era possível que teria sido tão rápido!
Lá estava eu... afogado no mar das ilusões.
Não dormi mais aquela noite.
Cada infinito segundo ela tomava conta da minha tristeza.
O Sol finalmente apareceu. Jogando na minha cara que tudo não passava de apenas um dia entre os tantos que eu teria que viver (e ainda vivo) tendo que encarar essa realidade. - ELA NÃO ME QUER.
Cheguei na faculdade, ela veio até minha sala e me chamou durante uma das aulas. Saí para conversar com ela.
Eu disse que estava bem, mas não estava. Ela tinha acabado de me destruir e eu tinha que dizer que não tinha problemas, que a amizade continua igual, que o que aconteceu foi apenas o momento.
Morri afogado nas minhas falsas felicidades.
Hoje consumo a minha agonia, minha dor e minha solidão.
End.
Tudo que ela fazia parecia ser um gesto de carinho que, aos meus olhos, eram de alguém que não era só uma amiga. Era a garota dos meus sonhos.
Eu não tinha ficado com ela, até aquele dia que, pareceu tão perfeito.
Saímos da faculdade mais cedo e fomos até o bar. Lá, entre uma cerveja e outra, começamos a conversar mais perto, olhando bem nos olhos. Eu, depois de três latas de cerveja (muito para quem dificilmente bebe), abri o jogo pra ela:
- Le, eu não vejo você mais como uma amiga. Não só isso. - não imaginei qual seria a reação dela.
- Fábio. Eu... - silêncio - Eu gosto muito de você! Mas.. - ela realmente estava desequilibrada.
- Mas.. - falei olhando para baixo.
- Mas eu não sei se é isso que eu sinto por você. Você é meu amigo... - ela falava suavemente - e não queria misturar as coisas.
- Quem disse que precisamos misturar? - perguntei procurando seus olhos que já não estavam nos meus.
- Mas e se não der certo? - ela olhava para a lata de cerveja que estava na mão dela.
- Como saberemos se não tentarmos? - eu não iria tão longe sem aquelas cervejas.
Ela finalmente olhou em meus olhos. Aproximei meu rosto do dela, coloquei a mão em sua nuca e deixei que ela de aproximasse.
Nos beijamos.
E não foi só um beijo. Nós estavamos juntos ali naquele momento.
Parece que foi hoje. Queria que tivesse sido.
Aquele parecia o início de uma relação que seria perfeita.
Entrei no mar das ilusões.
Quando cheguei em casa, deitei e pensei em tudo que tinha acabado de acontecer. Fui bolando planos e indo cada vez mais fundo naquele mar.
Acordei às 3 horas da madrugada com uma mensagem:
Fábio, eu adorei ter ficado com você hoje! Mas não vai dar certo. Não é isso que eu quero pra nós! Desculpe. Não quero te machucar. Beijo! desculpa.
Terminei de ler a mensagem chorando.
Não era possível que teria sido tão rápido!
Lá estava eu... afogado no mar das ilusões.
Não dormi mais aquela noite.
Cada infinito segundo ela tomava conta da minha tristeza.
O Sol finalmente apareceu. Jogando na minha cara que tudo não passava de apenas um dia entre os tantos que eu teria que viver (e ainda vivo) tendo que encarar essa realidade. - ELA NÃO ME QUER.
Cheguei na faculdade, ela veio até minha sala e me chamou durante uma das aulas. Saí para conversar com ela.
Eu disse que estava bem, mas não estava. Ela tinha acabado de me destruir e eu tinha que dizer que não tinha problemas, que a amizade continua igual, que o que aconteceu foi apenas o momento.
Morri afogado nas minhas falsas felicidades.
Hoje consumo a minha agonia, minha dor e minha solidão.
End.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Perfume
Acordei com o barulho de um trovão.
Exatamente TUDO que eu não queria: chuva, muita chuva!
Meus planos foram levados para os bueiros com as toneladas de água que caia.
Fui trabalhar triste. Nem olhei para a porta do ônibus quando ele parou no ponto que ela sobe.
O dia passou e a chuva não. De onde vinha tanta água?
Quando cheguei na faculdade, a chuva havia se transformado em uma garoa leve e fria. Muito fria.
Contrariando minhas esperanças, ela estava no portão principal com um Nike, uma calça jeans, um moletom verde e um guarda chuva vermelho. Ela estava, como sempre, linda!
Quando eu a vi, o mesmo sorriso de ontem voltara. O sorriso de satisfação e alívio.
Ela, quando me viu, sorriu também. E depois fez uma cara de: “essa chuva acabou com nosso passeio”. Ainda me pergunto como entendi isso em seu rosto.
Me aproximei, cumprimentei com um beijo na bochecha e, enquanto andávamos até o bloco, disse:
-Nem me fale!
- Você nem sabe o que eu vou dizer? – disse ela dando um soquinho no meu braço.
- Mas aposto que vai dizer que a chuva estragou nosso passeio e que ele vai ter que ficar pra outro dia. – eu disse quase certo de que realmente era isso.
- Há! Você errou! – ela riu – Não é isso não.
- Ah não é? Então o que é? – perguntei com uma voz um pouco rouca.
- É que vamos mesmo embaixo de chuva! E você não pode dizer que não!
- Acho que eu não tenho opções então! – disse respondendo seu sorriso.
- É então meu querido guia turístico, aonde vamos primeiro? – ela perguntou olhando para mim.
- Vamos à biblioteca...
O papo continuou junto com o passeio na PUC que hoje, mesmo fria e molhada, estava linda.
Falamos sobre os cursos, família, casa, lugares favoritos, músicas, manias e mais um monte de coisas que eu fiz questão de guardar em minha mente.
Voltamos à biblioteca depois de duas horas. A chuva ficou mais forte então nos refugiamos lá.
Estava fechando o guarda-chuva quando ela me deu um abraço e me agradeceu por levá-la pra conhecer a universidade.
- Obrigado Fabio! - ela disse me abraçando.
- Obrigado por quê? O prazer foi meu! – disse abraçando-a e sentindo seu perfume.
Começou a tocar “Let This Go” do Paramore.
Era o celular dela.
- Alô? Oi mãe... Tudo bem sim... Você está vindo me buscar?... Tá bom... Eu só vou comer alguma coisa, hora que chegar me ligue... Você está chegando já?.. Tá bom... Te espero ali na frente... Beijo.
Ela olhou com uma cara triste pra mim, retribui o olhar triste.
- Ela está chegando? – perguntei por que ela conversou o tempo todo olhando pra mim.
- Está sim. Que pena, estou com fome. E queria ir comer alguma coisa com você.
- Eu te acompanho até o portal. – queria poder levá-la para casa.
- Obrigado. – ela disse abrindo o guarda chuva.
Fomos andando devagar, em silêncio. Quando chegamos no portal, ela viu o carro de sua mãe parado e disse:
- Então amanhã no intervalo nós comemos alguma coisa né? – seus olhos eram doces.
Confirmei com a cabeça e sorri.
Não fiquei ali para vê-la entrar no carro. Saí e fui até minha sala. Não tinha ninguém. Fui embora.
Ainda sinto o perfume dela na minha blusa.
Eu a quero, muito.
Exatamente TUDO que eu não queria: chuva, muita chuva!
Meus planos foram levados para os bueiros com as toneladas de água que caia.
Fui trabalhar triste. Nem olhei para a porta do ônibus quando ele parou no ponto que ela sobe.
O dia passou e a chuva não. De onde vinha tanta água?
Quando cheguei na faculdade, a chuva havia se transformado em uma garoa leve e fria. Muito fria.
Contrariando minhas esperanças, ela estava no portão principal com um Nike, uma calça jeans, um moletom verde e um guarda chuva vermelho. Ela estava, como sempre, linda!
Quando eu a vi, o mesmo sorriso de ontem voltara. O sorriso de satisfação e alívio.
Ela, quando me viu, sorriu também. E depois fez uma cara de: “essa chuva acabou com nosso passeio”. Ainda me pergunto como entendi isso em seu rosto.
Me aproximei, cumprimentei com um beijo na bochecha e, enquanto andávamos até o bloco, disse:
-Nem me fale!
- Você nem sabe o que eu vou dizer? – disse ela dando um soquinho no meu braço.
- Mas aposto que vai dizer que a chuva estragou nosso passeio e que ele vai ter que ficar pra outro dia. – eu disse quase certo de que realmente era isso.
- Há! Você errou! – ela riu – Não é isso não.
- Ah não é? Então o que é? – perguntei com uma voz um pouco rouca.
- É que vamos mesmo embaixo de chuva! E você não pode dizer que não!
- Acho que eu não tenho opções então! – disse respondendo seu sorriso.
- É então meu querido guia turístico, aonde vamos primeiro? – ela perguntou olhando para mim.
- Vamos à biblioteca...
O papo continuou junto com o passeio na PUC que hoje, mesmo fria e molhada, estava linda.
Falamos sobre os cursos, família, casa, lugares favoritos, músicas, manias e mais um monte de coisas que eu fiz questão de guardar em minha mente.
Voltamos à biblioteca depois de duas horas. A chuva ficou mais forte então nos refugiamos lá.
Estava fechando o guarda-chuva quando ela me deu um abraço e me agradeceu por levá-la pra conhecer a universidade.
- Obrigado Fabio! - ela disse me abraçando.
- Obrigado por quê? O prazer foi meu! – disse abraçando-a e sentindo seu perfume.
Começou a tocar “Let This Go” do Paramore.
Era o celular dela.
- Alô? Oi mãe... Tudo bem sim... Você está vindo me buscar?... Tá bom... Eu só vou comer alguma coisa, hora que chegar me ligue... Você está chegando já?.. Tá bom... Te espero ali na frente... Beijo.
Ela olhou com uma cara triste pra mim, retribui o olhar triste.
- Ela está chegando? – perguntei por que ela conversou o tempo todo olhando pra mim.
- Está sim. Que pena, estou com fome. E queria ir comer alguma coisa com você.
- Eu te acompanho até o portal. – queria poder levá-la para casa.
- Obrigado. – ela disse abrindo o guarda chuva.
Fomos andando devagar, em silêncio. Quando chegamos no portal, ela viu o carro de sua mãe parado e disse:
- Então amanhã no intervalo nós comemos alguma coisa né? – seus olhos eram doces.
Confirmei com a cabeça e sorri.
Não fiquei ali para vê-la entrar no carro. Saí e fui até minha sala. Não tinha ninguém. Fui embora.
Ainda sinto o perfume dela na minha blusa.
Eu a quero, muito.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Esperança
O dia correu quase normalmente. De tempo em tempo, não muito distantes, eu fazia planos para a noite. Não que fosse colocar uma placa “disponível” em meu pescoço, mas, faria ela perceber meu interesse de uma maneira sutil.
Quando cheguei na faculdade, encontrei meus amigos. Nem tivemos aula, ficamos conversando.
Dez minutos antes do intervalo eu desci e fui em direção ao bloco do curso de biologia. Chegando lá, encontrei alguns amigos e juntei-me a eles. A cada momento eu olhava para a porta de onde ela logo sairia.
Não deu erro. Em menos de dois minutos de espera, ela saiu do bloco, com algumas meninas. Levantei-me e fui em direção a ela.
Cumprimentei-a com um beijo no rosto e um sorriso de satisfação e alívio por ela estar ali. Ela me apresentou suas amigas e me chamou pra ir com elas até a lanchonete. Aceitei.
Ela deixou as amigas irem à frente e fomos uns dois metros de distância delas conversando.
- E aí caloura? Como está sendo o primeiro dia? – perguntei realmente interessado.
- Ah! Bacana! Estão fazendo umas apresentações apenas. Aulas mesmo somente semana que vem. – respondeu ela entusiasmada – E você? Como foi o retorno? – logo perguntou.
- Bom também, aula só semana que vem pra mim também.
Segundos de silêncio...
- Amanhã iremos conhecer o campus da universidade. – disse ela abrindo a bolsa enquanto andávamos.
- Nossa que divertido! PUCTOUR! – rimos.
- Deve ser um saco mesmo! Mas eu preciso conhecer esse lugar. É enorme!
-É mesmo! Mas e se ao invés de você ir com eles não vai comigo pra eu te levo pra passear na PUC? – perguntei quase certo de que a resposta seria não.
- Adorei a idéia! – me espantei com a empolgação
- Legal então amanhã, anote na agenda!
- Não precisa anotar, eu não vou esquecer. – disse ela entrando na fila para pedir um salgado.
- Letícia eu vou indo porque combinei com uns amigos de ir num barzinho ali, eles devem estar me esperando. – disse isso, mas não estava com vontade de sair de perto dela.
- Mas já? Espere um pouco! Achei que você fosse comer com a gente.
- Ah! Deixa pra amanhã. Nós vamos conhecer a facul e depois comemos alguma coisa. Pode ser? – não queria ir, mas não iria voltar atrás, daria muito da cara.
- Pode sim. Então está marcado. Amanhã ali no portão às sete né?
- Isso! – disse me aproximando para me despedir.
- Então até, se cuida e não bebe muito!
- Pode deixar – ri – não bebo.
Acenei para as amigas dela e fui em direção ao portal.
Fiquei feliz. Ela queria que eu ficasse o intervalo com ela. Parecia estar tudo dando certo.
Encontrei meus amigos e fomos até um barzinho. Não demorou muito e eu fui embora. Estava querendo que o dia acabasse logo para vê-la novamente.
Certamente a veria em meus sonhos.
Eu vi.
Quando cheguei na faculdade, encontrei meus amigos. Nem tivemos aula, ficamos conversando.
Dez minutos antes do intervalo eu desci e fui em direção ao bloco do curso de biologia. Chegando lá, encontrei alguns amigos e juntei-me a eles. A cada momento eu olhava para a porta de onde ela logo sairia.
Não deu erro. Em menos de dois minutos de espera, ela saiu do bloco, com algumas meninas. Levantei-me e fui em direção a ela.
Cumprimentei-a com um beijo no rosto e um sorriso de satisfação e alívio por ela estar ali. Ela me apresentou suas amigas e me chamou pra ir com elas até a lanchonete. Aceitei.
Ela deixou as amigas irem à frente e fomos uns dois metros de distância delas conversando.
- E aí caloura? Como está sendo o primeiro dia? – perguntei realmente interessado.
- Ah! Bacana! Estão fazendo umas apresentações apenas. Aulas mesmo somente semana que vem. – respondeu ela entusiasmada – E você? Como foi o retorno? – logo perguntou.
- Bom também, aula só semana que vem pra mim também.
Segundos de silêncio...
- Amanhã iremos conhecer o campus da universidade. – disse ela abrindo a bolsa enquanto andávamos.
- Nossa que divertido! PUCTOUR! – rimos.
- Deve ser um saco mesmo! Mas eu preciso conhecer esse lugar. É enorme!
-É mesmo! Mas e se ao invés de você ir com eles não vai comigo pra eu te levo pra passear na PUC? – perguntei quase certo de que a resposta seria não.
- Adorei a idéia! – me espantei com a empolgação
- Legal então amanhã, anote na agenda!
- Não precisa anotar, eu não vou esquecer. – disse ela entrando na fila para pedir um salgado.
- Letícia eu vou indo porque combinei com uns amigos de ir num barzinho ali, eles devem estar me esperando. – disse isso, mas não estava com vontade de sair de perto dela.
- Mas já? Espere um pouco! Achei que você fosse comer com a gente.
- Ah! Deixa pra amanhã. Nós vamos conhecer a facul e depois comemos alguma coisa. Pode ser? – não queria ir, mas não iria voltar atrás, daria muito da cara.
- Pode sim. Então está marcado. Amanhã ali no portão às sete né?
- Isso! – disse me aproximando para me despedir.
- Então até, se cuida e não bebe muito!
- Pode deixar – ri – não bebo.
Acenei para as amigas dela e fui em direção ao portal.
Fiquei feliz. Ela queria que eu ficasse o intervalo com ela. Parecia estar tudo dando certo.
Encontrei meus amigos e fomos até um barzinho. Não demorou muito e eu fui embora. Estava querendo que o dia acabasse logo para vê-la novamente.
Certamente a veria em meus sonhos.
Eu vi.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Promessas
Duas semanas se passaram.
As aulas começam hoje.
Até então, não mais a encontrei.
Sempre que parava naquele ponto, independente de horário, olhava para a porta.
Hoje, uma segunda feira, eu achei que seria mais um dia que meus olhos se desviariam para a porta do ônibus e, entristecidos, procurariam um novo foco por não encontrá-la.
Entretanto, como uma fonte no meio do Saara, ela entrou no ônibus para que meus olhos pudessem se esbanjar de sua ternura e minha pele corar-se de vergonha por eu não conseguir contê-los.
Hoje já não tinha mais lugar no ônibus, mas eu consegui sentar depois que um homem saiu.
Como que se estivesse atendendo meu pedido, ela ficou segurando com uma mão em um ferro perto de mim e a outra em meu banco. Pensei em oferecer o lugar para ela, mas seria muito babaca. Com uma voz baixa eu disse:
- Moça, quer que eu leve sua mochila? (olhei para seus olhos e pedi que aquele momento não acabasse nunca)
- Claro! – disse ela com um sorriso no rosto – Obrigado!
Ao pegar sua mochila, diferente da que usava no primeiro dia, reparei no que estava escrito.
Biologia – PUCPR.
Não podia ser apenas coincidência, aquela menina tão linda, estudava na mesma universidade que eu e ainda mais, cursava biologia! Justamente onde tenho tantos amigos.
Vi ali uma ótima oportunidade e logo disse:
- Caloura? (perguntei olhando para cima)
- Oi? (perguntou ela tirando o fone do ouvido)
- Você é caloura né?
-Ah! Sim! Como você sabe? (ela realmente estava surpresa, ou mente muito bem)
- Tenho muitos amigos no curso de biologia e nunca vi você e com certeza ia ter reparado em você lá na PUC!
Não acredito que disse isso. Acabei de jogar minhas cartas na mesa. Ela, toda simpática, sorriu envergonhada. Eu, agoniando, desviei o olhar para algo que nem sei o que era, que estava do outro lado da rua.
Ela, percebendo minha rápida mudança de comportamento e tentando normalizar a situação, perguntou:
- Que curso você faz?
- Química - respondi subindo o olhar para seu rosto.
- Adoro química, seria minha segunda opção! – respondeu ela com um sorriso hipnoticamente lindo no rosto.
- Legal, não é muito fácil encontrar loucos por aí. – eu disse rindo.
Ela riu, linda.
Depois de alguns minutos de conversa produtiva chegamos ao terminal. Quando desci fui indo para o lado de sempre para ir trabalhar. Ela foi pro lado oposto. Eu parei, ela parou e veio em minha direção.
- Você está indo onde? – ela perguntou.
- Trabalhar, hoje é só segunda feira! – respondi com um tom de tédio e logo perguntei – E você? As aulas são só de noite, ainda é 11 e 20 da manhã!
- Ah, eu sei! é que hoje vou almoçar com uns amigos do cursinho, depois vou comprar um caderno e ir pra faculdade mais cedo. Sou perdida nessa Curitiba! – terminou a frase rindo.
- Legal!
Depois disso, nós marcamos que eu iria encontrá-la no bloco do curso dela.
Antes dela ir embora, eu disse:
- Não perguntei seu nome ainda. Qual é?
- Letícia, e o seu?
- Fabio.
- Então nos encontramos lá Fábio – disse ela pouco antes de me dar um beijo na bochecha.
-Até Letícia – respondi acanhado com a vermelhidão que seu beijo deixara meu rosto.
Enquanto eu esperava meu ônibus, vi que ela olhou para trás umas três vezes enquanto atravessava o terminal.
Essa noite promete!
As aulas começam hoje.
Até então, não mais a encontrei.
Sempre que parava naquele ponto, independente de horário, olhava para a porta.
Hoje, uma segunda feira, eu achei que seria mais um dia que meus olhos se desviariam para a porta do ônibus e, entristecidos, procurariam um novo foco por não encontrá-la.
Entretanto, como uma fonte no meio do Saara, ela entrou no ônibus para que meus olhos pudessem se esbanjar de sua ternura e minha pele corar-se de vergonha por eu não conseguir contê-los.
Hoje já não tinha mais lugar no ônibus, mas eu consegui sentar depois que um homem saiu.
Como que se estivesse atendendo meu pedido, ela ficou segurando com uma mão em um ferro perto de mim e a outra em meu banco. Pensei em oferecer o lugar para ela, mas seria muito babaca. Com uma voz baixa eu disse:
- Moça, quer que eu leve sua mochila? (olhei para seus olhos e pedi que aquele momento não acabasse nunca)
- Claro! – disse ela com um sorriso no rosto – Obrigado!
Ao pegar sua mochila, diferente da que usava no primeiro dia, reparei no que estava escrito.
Biologia – PUCPR.
Não podia ser apenas coincidência, aquela menina tão linda, estudava na mesma universidade que eu e ainda mais, cursava biologia! Justamente onde tenho tantos amigos.
Vi ali uma ótima oportunidade e logo disse:
- Caloura? (perguntei olhando para cima)
- Oi? (perguntou ela tirando o fone do ouvido)
- Você é caloura né?
-Ah! Sim! Como você sabe? (ela realmente estava surpresa, ou mente muito bem)
- Tenho muitos amigos no curso de biologia e nunca vi você e com certeza ia ter reparado em você lá na PUC!
Não acredito que disse isso. Acabei de jogar minhas cartas na mesa. Ela, toda simpática, sorriu envergonhada. Eu, agoniando, desviei o olhar para algo que nem sei o que era, que estava do outro lado da rua.
Ela, percebendo minha rápida mudança de comportamento e tentando normalizar a situação, perguntou:
- Que curso você faz?
- Química - respondi subindo o olhar para seu rosto.
- Adoro química, seria minha segunda opção! – respondeu ela com um sorriso hipnoticamente lindo no rosto.
- Legal, não é muito fácil encontrar loucos por aí. – eu disse rindo.
Ela riu, linda.
Depois de alguns minutos de conversa produtiva chegamos ao terminal. Quando desci fui indo para o lado de sempre para ir trabalhar. Ela foi pro lado oposto. Eu parei, ela parou e veio em minha direção.
- Você está indo onde? – ela perguntou.
- Trabalhar, hoje é só segunda feira! – respondi com um tom de tédio e logo perguntei – E você? As aulas são só de noite, ainda é 11 e 20 da manhã!
- Ah, eu sei! é que hoje vou almoçar com uns amigos do cursinho, depois vou comprar um caderno e ir pra faculdade mais cedo. Sou perdida nessa Curitiba! – terminou a frase rindo.
- Legal!
Depois disso, nós marcamos que eu iria encontrá-la no bloco do curso dela.
Antes dela ir embora, eu disse:
- Não perguntei seu nome ainda. Qual é?
- Letícia, e o seu?
- Fabio.
- Então nos encontramos lá Fábio – disse ela pouco antes de me dar um beijo na bochecha.
-Até Letícia – respondi acanhado com a vermelhidão que seu beijo deixara meu rosto.
Enquanto eu esperava meu ônibus, vi que ela olhou para trás umas três vezes enquanto atravessava o terminal.
Essa noite promete!
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
5 minutos
Eu achava que seria mais uma sexta feira comum. É claro que estava feliz. Final de semana chegando, eu iria poder descansar um pouco.
11 horas da manhã, o ar estava úmido e frio, eu estava esperando o ônibus. Ele logo chegaria.
MP3 ligado, óculos escuros, nuvens no céu.
Quando subo no ônibus, percebo um certo vazio.
Sento-me em uma das varias cadeiras vagas. Vou ouvindo uma playlist que fiz com algumas músicas mais tranqüilas. Parece que vai ser um ótimo dia comum.
Depois de alguns minutos naquela viagem rotineira, a porta da frente se abre e eu a vejo.
Vê-la entrando no ônibus fez com que me esquecesse de tudo e de todos. Sentou-se em um banco de frente para o meu. Uns três bancos de distância nos separavam. Era bom, pois assim eu podia olhar para ela.
Seus olhos eram azuis e serenos. Seu cabelo preto contrastava com sua pele alva.
Não era muito alta. Estava com um all star vermelho, calça Jeans e uma blusa verde.
Eu não conseguia desviar os olhos dela. Não poucas vezes, percebi que ela me olhava também. Entretanto, a serenidade do seu olhar era tanta que não podia perceber se era com certo receio.
Aqueles cinco minutos passaram rápido. Mas durante aquele tempo, eu não parei de beijá-la. Ao menos em meu pensamento e com meus olhos. Eu a queria, muito.
Quando o ônibus chegou ao seu ponto final, ela logo levantou. Queria perguntar o nome dela. Mas não tive tanta coragem.
Fomos para lados opostos. Ela não olhou para trás.
Minha única esperança agora é encontrá-la novamente.
11 horas da manhã, o ar estava úmido e frio, eu estava esperando o ônibus. Ele logo chegaria.
MP3 ligado, óculos escuros, nuvens no céu.
Quando subo no ônibus, percebo um certo vazio.
Sento-me em uma das varias cadeiras vagas. Vou ouvindo uma playlist que fiz com algumas músicas mais tranqüilas. Parece que vai ser um ótimo dia comum.
Depois de alguns minutos naquela viagem rotineira, a porta da frente se abre e eu a vejo.
Vê-la entrando no ônibus fez com que me esquecesse de tudo e de todos. Sentou-se em um banco de frente para o meu. Uns três bancos de distância nos separavam. Era bom, pois assim eu podia olhar para ela.
Seus olhos eram azuis e serenos. Seu cabelo preto contrastava com sua pele alva.
Não era muito alta. Estava com um all star vermelho, calça Jeans e uma blusa verde.
Eu não conseguia desviar os olhos dela. Não poucas vezes, percebi que ela me olhava também. Entretanto, a serenidade do seu olhar era tanta que não podia perceber se era com certo receio.
Aqueles cinco minutos passaram rápido. Mas durante aquele tempo, eu não parei de beijá-la. Ao menos em meu pensamento e com meus olhos. Eu a queria, muito.
Quando o ônibus chegou ao seu ponto final, ela logo levantou. Queria perguntar o nome dela. Mas não tive tanta coragem.
Fomos para lados opostos. Ela não olhou para trás.
Minha única esperança agora é encontrá-la novamente.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
amizade
De certa forma é irritante estar aqui. Essa atípica insônia ordinária me faz perceber o quanto o cansaço me impede de dormir. No lado escuro do quarto ela faz barulho, incomoda, agita, me empurra, me chama, não cansa.
As doces recordações vem como pesadelos profundos que fazem meus olhos fecharem, meus pensamentos sumirem, minha boca secar.
Me levanto, quero deitar.
Quero saber o motivo dessa maldita dor de cabeça que insiste num amor não correspondido.
Um sentimento de culpa, outro de segurança.
Me vem um desejo, uma convicção perfeitamente frustrada.
Meu acusador está no mesmo lugar de sempre. Observo.
Mudei. Não apenas por fora, e mudei por fora. Mudei por dentro.
Voltei pra rotina, criei esperanças mortas. Matei as que sobravam.
Estou aqui novamente, nessa mania que me martiriza.
Lá vem minhas amizades. Elas não foram embora.
As doces recordações vem como pesadelos profundos que fazem meus olhos fecharem, meus pensamentos sumirem, minha boca secar.
Me levanto, quero deitar.
Quero saber o motivo dessa maldita dor de cabeça que insiste num amor não correspondido.
Um sentimento de culpa, outro de segurança.
Me vem um desejo, uma convicção perfeitamente frustrada.
Meu acusador está no mesmo lugar de sempre. Observo.
Mudei. Não apenas por fora, e mudei por fora. Mudei por dentro.
Voltei pra rotina, criei esperanças mortas. Matei as que sobravam.
Estou aqui novamente, nessa mania que me martiriza.
Lá vem minhas amizades. Elas não foram embora.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
miopia
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